O rubi é uma das pedras preciosas mais valiosas do mundo, famoso pela cor vermelha intensa. Desde o início do século 20, porém, também existem rubis produzidos em laboratório. Neste artigo, você vai entender o que é o rubi sintético, como ele é feito, para que serve e como diferenciá-lo do natural.
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O que é o rubi
O rubi é uma variedade do mineral coríndon, formado por óxido de alumínio. A cor vermelha vem da presença de pequenas quantidades de cromo. Quando o coríndon tem outras cores, como azul, ele recebe o nome de safira. O rubi é muito duro: ocupa o nível 9 na escala de Mohs, abaixo apenas do diamante.
Os rubis naturais mais famosos vêm de países como Mianmar, Moçambique, Tailândia e Sri Lanka.
O que é o rubi sintético
O rubi sintético tem a mesma composição química, a mesma estrutura cristalina e as mesmas propriedades físicas do rubi natural. A diferença está na origem: ele é produzido em laboratório, em poucas horas ou dias, enquanto o natural se forma ao longo de milhões de anos.
É importante não confundir o rubi sintético com imitações, como vidro colorido. A imitação apenas se parece com o rubi, mas tem composição diferente.
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Como o rubi sintético é produzido
O método mais tradicional foi desenvolvido pelo químico francês Auguste Verneuil, no início do século 20. Nesse processo, um pó de óxido de alumínio com um pouco de cromo é derretido por uma chama muito quente e vai se cristalizando aos poucos, formando um cristal alongado.
Também existem outros métodos, como o crescimento do cristal a partir de uma solução, que produz pedras com aparência ainda mais próxima da natural.
Onde o rubi sintético é usado
- Joias: permite peças com a beleza do rubi por um preço bem menor.
- Relógios mecânicos: pequenos rubis sintéticos servem de apoio para as engrenagens e reduzem o desgaste. Por isso, alguns relógios informam o número de "rubis" no mostrador.
- Lasers: o primeiro laser, construído em 1960, usava um cristal de rubi sintético.
- Indústria: em peças que precisam resistir ao desgaste.
Como diferenciar o rubi sintético do natural
A diferença geralmente só pode ser confirmada por um gemólogo, com equipamentos como lupas e microscópios. Alguns sinais analisados são:
- Inclusões: rubis naturais costumam ter pequenas imperfeições internas típicas da formação na natureza.
- Linhas de crescimento: no método Verneuil, podem aparecer linhas curvas, enquanto nos naturais as linhas tendem a ser retas.
- Pureza excessiva: uma pedra grande, muito limpa e com preço baixo merece atenção.
Cuidados ao comprar
- Compre em joalherias de confiança.
- Peça nota fiscal e certificado que informe se a pedra é natural, sintética ou tratada.
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado para pedras grandes e sem defeitos.
Perguntas frequentes
Rubi sintético é falso?
Não. Ele é um rubi de verdade do ponto de vista químico e físico, mas produzido em laboratório. Falsas são as imitações feitas de outros materiais.
Rubi sintético perde a cor?
Não. Por ter a mesma composição do natural, a cor é estável.
Por que os relógios têm rubis?
Pequenos rubis sintéticos são usados como mancais nas engrenagens, reduzindo o atrito e aumentando a durabilidade do mecanismo.
Rubi sintético tem valor?
Tem valor como pedra de joia, mas costuma ser bem mais barato do que um rubi natural de qualidade semelhante.
Conclusão
O rubi sintético é uma pedra real, com as mesmas características do rubi natural, mas criada em laboratório. Ele tornou o brilho do rubi mais acessível e tem aplicações importantes na indústria. Na hora da compra, o mais importante é saber exatamente o que está levando.